Termografia em manutenção elétrica: o guia prático
Como usar termografia infravermelha para detectar conexões frouxas, sobrecarga e falhas iminentes em painéis e motores antes da quebra.
A termografia infravermelha é a técnica preditiva mais barata e de maior ROI em manutenção elétrica. Uma câmera térmica detecta variações de temperatura invisíveis a olho nu, revelando conexões frouxas, sobrecarga, desbalanceamento e falha de componente antes da quebra.
O que detectar
- Conexões com mau contato (resistência elétrica gera calor);
- Fases desbalanceadas em motores trifásicos;
- Disjuntores e fusíveis sobreaquecidos;
- Capacitores danificados;
- Rolamentos de motor degradados (via análise de carcaça).
Periodicidade recomendada
- Anual: termografia geral em todos os painéis (NBR 5410 sugere);
- Semestral: painéis críticos e CCMs;
- Mensal: motores e equipamentos de processo contínuo.
Critérios de severidade (ΔT)
- ΔT < 10°C: monitorar — sem ação imediata;
- 10–25°C: corrigir na próxima parada programada;
- 25–40°C: corrigir em até 1 semana;
- > 40°C: intervenção imediata — risco de incêndio.
Conclusão
Anexe a foto térmica + foto visível em cada OS de termografia no Tecniko e crie histórico por ponto inspecionado. Em 6 meses você terá um mapa de risco térmico da planta inteira.
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