Níveis de vibração aceitáveis: tabela ISO 10816 (e 20816) para motores e bombas

Tabela de níveis de vibração aceitáveis pela ISO 10816-3 e 10816-1 (mm/s RMS), o que significam as zonas A, B, C e D e como definir alarmes para motores.

Manutenção Preditiva

Os níveis de vibração aceitáveis para máquinas rotativas são definidos pela série ISO 10816 (hoje substituída pela ISO 20816 ), que usa a velocidade de vibração em mm/s RMS e classifica a máquina em quatro zonas: A (nova), B (aceitável sem restrição), C (operação limitada) e D (risco de dano). Para um motor de 15 a 300 kW em base rígida, por exemplo, o limite entre B e C é 2,8 mm/s . Abaixo você encontra as tabelas, o que cada zona significa na prática e como transformar a leitura em ação de manutenção. Se você está começando no tema, veja antes o guia de análise de vibração em máquinas . Tabela ISO 10816-3: máquinas industriais acima de 15 kW A ISO 10816-3 cobre a maioria das máquinas de chão de fábrica: motores, bombas, ventiladores e compressores com potência entre 15 kW e 50 MW, medidos nos mancais, na faixa de 10 a 1.000 Hz. Fronteiras das zonas de severidade da ISO 10816-3 em mm/s RMS. Grupo Base A/B B/C C/D Grupo 2 (15–300 kW) Rígida 1,4 2,8 4,5 Grupo 2 (15–300 kW) Flexível 2,3 4,5 7,1 Grupo 1 (300 kW–50 MW) Rígida 2,3 4,5 7,1 Grupo 1 (300 kW–50 MW) Flexível 3,5 7,1 11,0 Valores em mm/s RMS. Base rígida é aquela cuja primeira frequência natural do conjunto máquina + fundação fica acima da velocidade de operação. Tabela ISO 10816-1: classes I a IV A parte 1 da norma traz uma classificação geral, muito usada como referência rápida em campo: Classe Tipo de máquina A/B B/C C/D I Máquinas pequenas, até 15 kW 0,71 1,8 4,5 II Médias, 15–75 kW (ou até 300 kW em fundação especial) 1,12 2,8 7,1 III Grandes, em fundação rígida 1,8 4,5 11,2 IV Grandes, em fundação flexível 2,8 7,1 18,0 O que significam as zonas A, B, C e D Cada zona pede uma ação diferente na rotina de manutenção. Zona A: típica de máquina nova ou recém-reformada. É o seu baseline . Zona B: aceitável para operação contínua de longo prazo. Zona C: não é adequada para operação prolongada. Programe a intervenção. Zona D: vibração severa o suficiente para causar dano. Reduza a carga ou pare a máquina. Tendência vale mais que o valor absoluto A tabela diz se a máquina está "boa" ou "ruim", mas quem evita a quebra é a tendência . Uma bomba que sempre rodou em 1,2 mm/s e foi para 2,5 mm/s em um mês ainda está na zona B — mas algo mudou: desbalanceamento, desalinhamento, folga ou rolamento começando a falhar. Por isso, uma prática comum é definir o alarme a partir do baseline de cada equipamento (e não só pelo limite da tabela) e deixar o trip perto do limite C/D. A própria norma recomenda considerar o histórico da máquina. Consulte a versão vigente da ISO 20816-3 e o manual do fabricante antes de definir os seus limites. Como medir corretamente Meça velocidade RMS em mm/s , na faixa de 10 a 1.000 Hz (ou 2 a 1.000 Hz para máquinas lentas). Colete nos mancais , nas direções horizontal, vertical e axial. Marque os pontos na máquina para repetir sempre no mesmo lugar . Meça com a máquina em regime (temperatura e carga estáveis). Registre data, rotação, carga e condição, senão a comparação não vale. Causas mais comuns de vibração alta Desbalanceamento: pico em 1× a rotação, predominante na radial. Veja balanceamento dinâmico de rotores . Desalinhamento: 1× e 2× a rotação, com componente axial alta. Leia sobre alinhamento de eixos a laser . Rolamento: frequências não síncronas e aumento do envelope. Veja falhas em rolamentos . Folga mecânica e base solta: harmônicos múltiplos de 1×. Cavitação em bombas: ruído de banda larga, com vibração irregular. Para bombas e motores, aprofunde no guia de análise de vibração em motores e bombas industriais . Da leitura à ordem de serviço O ganho da análise de vibração aparece quando a leitura vira ação rastreável . Um fluxo simples: A rota de coleta é uma OS preventiva recorrente por ativo. O técnico registra os valores por ponto e anexa o espectro ou uma foto do coletor. Leitura na zona C gera uma OS corretiva programada, vinculada ao mesmo ativo. Leitura na zona D gera OS de prioridade máxima. Depois da intervenção, uma nova leitura fecha o ciclo e comprova o resultado. Na Tecniko , cada equipamento tem histórico próprio de OS, checklists com campos numéricos para as leituras, fotos e relatórios em PDF. A IA NIKA ajuda a resumir o histórico de um ativo e a redigir o laudo. Comece grátis e tire a preditiva da planilha.

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