Lubrificação industrial: o guia para reduzir 30% das quebras
Tudo sobre lubrificação: tipos de lubrificante, periodicidade, análise de óleo, contaminação e como organizar plano de lubrificação.
Estudo clássico da SKF mostra que 70% das falhas prematuras de rolamento têm raiz em lubrificação: faltou, sobrou, usou o errado ou estava contaminado. Lubrificação bem feita é a preventiva mais barata e de maior impacto que existe. Tipos de lubrificante Óleo mineral: uso geral, mais barato; Óleo sintético (PAO, PAG, éster): faixa térmica ampla, vida longa; Graxas: mancais e juntas — classificada por NLGI (0 a 6) e por sabão (lítio, cálcio, complexo); Especiais: alimentar (H1), alta temperatura, baixo atrito. Como montar plano de lubrificação Inventariar pontos de lubrificação (mancais, redutores, correntes, cabos); Especificar lubrificante por ponto (manual do fabricante); Definir periodicidade (tempo ou horas); Definir quantidade exata (excesso é tão ruim quanto falta); Padronizar com etiquetas coloridas por tipo de lubrificante; Treinar operador para lubrificação básica (autônoma). Análise de óleo Para ativos críticos, análise trimestral detecta desgaste antes da falha: ferro (desgaste de engrenagem), cobre (bronzina), silício (poeira), água (vazamento), TBN/TAN (degradação química). Erros mais comuns Misturar graxas incompatíveis (lítio + cálcio = sabão); Lubrificar com bico sujo (contamina); Reaproveitar embalagem; Esquecer de purgar a graxa velha em motores elétricos. Conclusão Crie OS recorrente de lubrificação no Tecniko com checklist do tipo de lubrificante e quantidade — elimina o erro de operador e gera histórico.
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